Ela era a Chuva e adorava se fazer presente...
E aguardava ansiosa pelo Trovão que se mostrava sempre Confuso e estridente...
E aguardava ansiosa pelo Trovão que se mostrava sempre Confuso e estridente...
Faziam um belo espetáculo quando juntos, mas
separados, um ou outro se sobressaia...
Então o espetáculo já não tinha mais tanta beleza,
pois ali agora se faziam presentes faces dos egos de dois espetáculos da
Natureza...
O Trovão na ânsia de presente se mostrar,
intensificava sua presença sem tomar dimensão que trazia assim, a todos a sua
volta, dor e destruição...
Enquanto a Chuva dando vazão a sua emoção, ela muito
magoada com a surdez do Trovão em meio a enxurrada que caia, com mais
intensidade sua beleza saia, gerava então tristeza terrível mesmo que
inconsciente aqueles que outrora a achavam linda e sorridente...
Nessa dança da Magia, assim o espetáculo acontecia,
por vezes intenso e radiante e por vezes destruidor e preocupante...
E assim pela eternidade sua união seguia, até que o
Trovão para a Chuva mentiria, e dele a Chuva não quis mais saber para que seu
sorriso pudesse aparecer, não queria condicionar a alegria dos seres que com
ela eram felizes ao temperamento de destruição do confuso e cego Trovão.
A Chuva então se deu conta, que parceria ali nunca
existiu, foi apenas convencida a ser coadjuvante de um Trovão a quem só
interessava se destacar para ouvidos cansados mas que ainda assim apavorados o
apreciavam por medo.
A Chuva ouvindo um ultimo estrondo com medo sofreu, e
para o Trovão ela para sempre se recolheu.
O amor ali existia, pois a Chuva amava o escutar
enquanto ela caia, mesmo que as vezes ele parecesse confuso e sem interesse,
ela fazia de tudo para que a parceria acontecesse, diferente dele, que queria
apenas o espetáculo de uma plateia muda e o bajular de uma ou outra criatura
burra.
E Eles, apenas juntos eram tudo, e faziam um dos mais
lindos espetáculos do mundo.

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